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Uma evangelização equivocada

Fomos todos surpreendidos pela homilia, no dia 10 de setembro último, do padre Mateus Réus dos Reis da Paróquia São João Paulo II, em Sombrio, SC, Diocese de Criciúma. Na sua pregação padre Mateus afirmou que os professores do Instituto Federal Catarinense “estão propagando o ateísmo a torto e a direito”. E prosseguiu: “Tirar Deus das nossas famílias tá muito fácil, se a gente quiser tirar Deus da vida dos nossos jovens é fácil, é só mandar pro Instituto Federal que sai de lá ateu convicto. Eles estão tirando Deus da vida dos nossos jovens!


O padre Mateus precisa estar mais atento às recomendações da CNBB e corrigir sua disposição de pregar mentiras como recurso para buscar a evangelização. Na intenção de buscar a harmonia e a paz – e não o ódio, a mentira ou a violência – reproduzimos aqui trecho da orientação do Dom Leomar Antônio Brustolin, arcebispo de Santa Maria (RS) e membro da Comissão para a Doutrina da Fé da CNBB, no sétimo dia da 60ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)[1]. Esperamos que padre Mateus corrija seu caminho equivocado de evangelização:

“Fazer Jesus ser conhecido é nossa missão. Eis o querigma, o anúncio fundamental que sempre deve ser recordado. Uma nova realidade, entretanto, impele-nos a examinar nossos métodos de anunciar o Reino de Deus. É urgente rever nossa forma de iniciar na fé e fortalecer o senso de pertença numa comunidade eclesial. Igualmente precisamos participar ativamente da promoção do bem comum. Nossa presença nas questões públicas, sociais e culturais são indispensáveis, como ocorreu nas origens do Cristianismo, como atesta a Carta a Diogneto ao dizer: Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. (…) não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver.(…)”

“Necessitamos, portanto, de uma evangelização que seja cada vez mais propositiva e criativa, na direção do que ensina a Evangelii Gaudium. O salmo desta celebração nos fez cantar essa alegria. Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! Quem a Deus tem, nada lhe falta, não sejamos reféns de radicalismos e fanatismos e, tampouco, da secularização, da privatização da religião ou de um ateísmo prático que tendem a entristecer e obscurecer a luminosidade da fé. É tempo de sermos mais místicos, mais propositivos e mais proféticos.”

É importante acrescentar que o Instituto Federal Catarinense emitiu uma nota oficial repudiando as afirmações do pároco. A nota pode ser acessada aqui.

Instituto Humaniza SC

 

[1] Disponível neste link.

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